{"id":758,"date":"2021-11-24T11:34:56","date_gmt":"2021-11-24T11:34:56","guid":{"rendered":"https:\/\/cdl-aragon.es\/congresosecah\/?p=758"},"modified":"2021-11-24T11:34:57","modified_gmt":"2021-11-24T11:34:57","slug":"lusitana-11-beltran-72-similis-novas-abordagens-a-uma-familia-tipologica-de-anforas-de-producao-lusitana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cdl-aragon.es\/congresosecah\/index.php\/2021\/11\/24\/lusitana-11-beltran-72-similis-novas-abordagens-a-uma-familia-tipologica-de-anforas-de-producao-lusitana\/","title":{"rendered":"Lusitana 11\/Beltr\u00e1n 72 similis: novas abordagens a uma \u201cfam\u00edlia\u201d tipol\u00f3gica de \u00e2nforas de produ\u00e7\u00e3o lusitana"},"content":{"rendered":"\n<p><em>S\u00f3nia Bombico<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1987, Dias Diogo incluiu no \u201cquadro tipol\u00f3gico das \u00e2nforas de fabrico lusitano\u201d as formas Lusitana 11 e Beltr\u00e1n 72. Segundo o autor, a Lusitana 11 assemelha-se \u00e0 Beltr\u00e1n IIB e, por esse motivo, atribui-lhe uma cronologia prov\u00e1vel entre os in\u00edcios do s\u00e9culo I e os meados do II d.C. Por seu turno, a Beltr\u00e1n 72 seria dat\u00e1vel dos s\u00e9culos IV e V. Nas palavras do autor as duas tipologias apresentam pastas semelhantes, correspondendo a prov\u00e1veis fabricos algarvios. Ambas apresentam bastantes semelhan\u00e7as formais, distinguindo-se ao n\u00edvel das dimens\u00f5es, correspondendo a Beltr\u00e1n 72 a um m\u00f3dulo de pequenas dimens\u00f5es (50 cm) e a Lusitana 11 a uma tipologia com cerca de 100 cm de altura.<\/p>\n\n\n\n<p>Por raz\u00f5es que se prendem exactamente com as caracter\u00edsticas do fabrico, notadas pelo pr\u00f3prio Dias Diogo que o considera \u201cmuito diferente das produ\u00e7\u00f5es lusitanas mais caracter\u00edsticas\u201d, as referidas formas foram \u201cafastadas\u201d das tipologias de fabrico lusitano, pela generalidade dos autores a partir dos anos 90 do s\u00e9culo XX. No artigo \u201cDuas notas sobre \u00e2nforas lusitanas\u201d, publicado em 1997, Carlos Fabi\u00e3o afirma n\u00e3o existirem evid\u00eancias suficientes para atestar a produ\u00e7\u00e3o da forma Beltr\u00e1n 72 na Lusit\u00e2nia, considerando-a uma produ\u00e7\u00e3o exclusivamente b\u00e9tica. Todavia este \u00e9 um debate que permanece aberto e para o qual pretendemos contribuir com novos dados e interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa recente revis\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e dos materiais anf\u00f3ricos dos naufr\u00e1gios de Sud-Lavezzi 1 e Cala Reale A, localizados no Estreito de Bonif\u00e1cio e dat\u00e1veis entre os finais do s\u00e9culo IV e os meados do V d.C., reacende inequivocamente a discuss\u00e3o sobre o fabrico da forma Beltr\u00e1n 72 nas olarias da Lusit\u00e2nia. As cargas dos referidos naufr\u00e1gios inclu\u00edam tipologias anf\u00f3ricas an\u00e1logas ao tipo Beltr\u00e1n 72, cuja an\u00e1lise macrosc\u00f3pica das pastas indica um fabrico lusitano.<\/p>\n\n\n\n<p>A par dos naufr\u00e1gios no Mediterr\u00e2neo, um conjunto de dados de contextos arqueol\u00f3gicos lusitanos, da Antiguidade Tardia, parece confirmar a produ\u00e7\u00e3o lusitana de uma tipologia anf\u00f3rica com clara inspira\u00e7\u00e3o nas formas Beltr\u00e1n IIB e Beltr\u00e1n 72 de produ\u00e7\u00e3o b\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando conservadas unicamente ao n\u00edvel do bordo a tipologia \u00e9 facilmente confundida com a Almagro 50. No entanto apresenta di\u00e2metros de bordo consideravelmente menores. Como bem notam R. Almeida, I. Vaz Pinto, A. P. Magalh\u00e3es e P. Brum (2014) a forma \u00e9 distinta, estando presente em Tr\u00f3ia e atestada nos centros oleiros de Abul (segundo quartel do s\u00e9culo III d.C.) e do Pinheiro (primeira metade do s\u00e9culo IV). Os autores denominaram-na provisoriamente Beltr\u00e1n 72 similis. Nomenclatura que adoptamos aquando da revis\u00e3o dos materiais dos naufr\u00e1gios, anteriormente referidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A par dos paralelos nas olarias do Sado, uma an\u00e1lise bibliogr\u00e1fica sum\u00e1ria permitiu-nos identificar exemplares enquadr\u00e1veis na tipologia Lusitana 11\/Beltr\u00e1n 72 similis noutros contextos arqueol\u00f3gicos: Rua dos Correeiros (Lisboa) e nos contextos arqueol\u00f3gicos subaqu\u00e1ticos do rio Arade (Algarve) e do fund\u00e3o de Tr\u00f3ia.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 enriquecida pela identifica\u00e7\u00e3o de um conjunto de bordos, por n\u00f3s classificados como pertencentes a contentores de tipologia Beltr\u00e1n 72 similis, no \u00e2mbito do estudo dos materiais provenientes das escava\u00e7\u00f5es antigas (1961-62) das f\u00e1bricas de preparados de peixe de Sines.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da an\u00e1lise dos exemplares enquadr\u00e1veis na \u201cfam\u00edlia\u201d tipol\u00f3gica Lusitana 11\/Beltr\u00e1n 72 similis, \u00e9 poss\u00edvel definir, pelo menos, quatro sub-tipologias com dimens\u00f5es distintas e caracter\u00edsticas formais diferenciadas ao n\u00edvel do bordo, das asas e da forma do corpo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De forma gen\u00e9rica a Lusitana 11\/Beltr\u00e1n 72 similis caracteriza-se por um bordo com um di\u00e2metro entre os 8 e os 10cm, em fita curta espessada e pendente, em aba espessada ou em aba pendente e moldurada. A asa arranca directamente do l\u00e1bio, o colo \u00e9 troncoc\u00f3nico e o bojo \u00e9 piriforme. O tipo anf\u00f3rico apresenta varia\u00e7\u00f5es de altura entre os 100cm e os 50cm.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os fabricos identificados em Sines e no naufr\u00e1gio de Cala Reale A enquadram-se nas pastas t\u00edpicas das olarias do Tejo-Sado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalhos que apresentamos pretende caracterizar tipologicamente a produ\u00e7\u00e3o lusitana do tipo Lusitana 11\/Beltr\u00e1n 72 similis e sistematizar a estado actual dos conhecimentos.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3nia Bombico Em 1987, Dias Diogo incluiu no \u201cquadro tipol\u00f3gico das \u00e2nforas de fabrico lusitano\u201d as formas Lusitana 11 e Beltr\u00e1n 72. 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